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Trabalhistas querem derrubar primeiro-ministro Boris Johnson para evitar Brexit sem acordo

Os trabalhistas reiteraram nesta quinta-feira (15) o pedido para que outros partidos de oposição e mesmo alguns conservadores da base governista do Reino Unido respaldem a tentativa do líder oposicionista Jeremy Corbyn em impedir um Brexit sem acordo – manobra que poderia derrubar o governo do primeiro-ministro Boris Johnson.

“Temos que trabalhar em conjunto. Embora não goste do que os outros digam, temos que impedir um Brexit sem acordo”, afirmou a chefe de economia da oposição, Rebecca Long-Bailey, à emissora BBC.

O governo de Johnson se mostrou determinado a abandonar a União Europeia em 31 de outubro, data prevista atualmente, com ou sem acordo com o bloco.

Liberais adotam cautela

Johnson dispõe, contudo, de uma pequena maioria no Parlamento britânico e se confronta com uma forte oposição – ainda que dividida – dos trabalhistas, do partido nacionalista escocês (SNP) e dos liberais.

Long-Bailey pediu à nova presidente do Partido Liberal Democrata (Lib Dem), Jo Swinson, que mude de posição e deixe de lado diferenças com a cúpula trabalhista.

Swinson, porém, criticou Corbyn e o chamou de “fator de divisão” depois de tomar a liderança do Partido Liberal Democrata. Ainda assim, ela afirmou estar “disposta a trabalhar com quem for para deter Boris Johnson”.

Em vez de Corbyn, a líder liberal sugere um governo presidido por algum parlamentar mais antigo na Câmara dos Comuns, como o conservador Ken Clarke, ou mesmo a trabalhista Harriet Harman. Swinson acredita que, assim, haverá espaço para figuras que claramente não buscam permanecer por muito tempo no poder.

O nacionalista escocês Ian Blackford também manifestou seu apoio a uma moção de censura, enquanto Liz Saville Roberts, do partido galês Plaid Cymru, deixou a porta aberta para respaldar este Executivo unitário, formado por toda a oposição.

Trabalhista insiste em moção de censura

Corbyn escreveu nesta quarta para os principais partidos de oposições, assim como para quatro deputados conservadores, para lhes apresentar seu plano para evitar um Brexit duro.

“Este governo não tem um mandato para levar a cabo uma saída sem acordo, e o referendo de 2016 não rendeu um mandato para uma saída sem acordo”, afirmou o líder trabalhista em sua carta.

“Por este motivo, apresentarei uma moção de censura o quanto antes, quando estivermos certos de ganhá-la”, acrescentou.

Depois de apresentar a moção de censura, Corbyn explicou que tentará obter o apoio da maioria dos deputados para presidir “um governo provisório, por um período limitado, com o objetivo de convocar eleições gerais”.

Para organizar essas eleições antecipadas, o líder trabalhista deseja obter uma nova extensão do Brexit, atualmente previsto para 31 de outubro.

Nessas hipotéticas eleições, Corbyn defenderia a organização de umnovo referendo sobre a presença do Reino Unido na União Europeia.

Via G1

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