Rainha Elizabeth II aprova lei que proíbe saída da UE sem acordo

O primeiro-ministro britânico sofreu mais uma derrota nesta segunda-feira (9). O parlamento, que será suspenso nesta terça (10), rejeitou uma nova tentativa de Boris Johnson de convocar eleições antecipadas.

Pelo menos por esta segunda-feira (9), o primeiro-ministro britânico tirou o foco de um Brexit desordenado. Boris Johnson falou na Irlanda em “sair da União Europeia com um acordo e no prazo”.

O primeiro-ministro irlandês chamou a tarefa de “hercúlea”: a saída formal está marcada por dia 31 de outubro. Leo Varadkar alertou que ninguém aceitaria um acordo baseado em promessas.

A ministra do Trabalho também viu letargia em Boris Johnson. Amber Rudd se demitiu, argumentando que o governo passa 90% do tempo se preparando para uma ruptura brusca em vez de correr atrás de um acordo.

Boris é obrigado a pedir um adiamento de três meses caso não se entenda com os europeus. A rainha transformou nesta segunda esse projeto em lei – um dia antes de o parlamento ser suspenso por cerca de um mês.

O primeiro-ministro se recusa a adiar o Brexit e propôs eleições gerais para o dia 15 de outubro. Mas não conseguiu o apoio de dois terços do parlamento.

Boris Johnson foi avisado de que poderia enfrentar uma ação legal se não pedir a extensão do prazo. Alguns deputados do grupo do primeiro-ministro pedem que ele peite a Justiça. Boris Johnson seria preso como o mártir do Brexit.

O presidente da Câmara alertou nesta segunda-feira o governo para não degradar o parlamento. John Bercow anunciou que deixa o cargo nas próximas eleições ou no dia 31 de outubro.

Desde 2009, essa figura neutra da política britânica tentava pôr a casa nos eixos. Com ou sem acordo, a saída dele sim vai ser em ordem.

Via Jornal Nacional/G1

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