Parlamento britânico rejeita pela 3ª vez pedido de eleições antecipadas de Boris Johnson

O Parlamento britânico rejeitou pela terceira vez nesta segunda-feira (28) um pedido do primeiro-ministro Boris Johnson para antecipar eleições gerais no Reino Unido. Ele queria que a votação fosse marcada para 12 de dezembro.

Johnson até conseguiu o apoio de 299 parlamentares, e apenas 70 votaram contra, mas a proposta foi rejeitada porque ele precisava de 434 votos, o equivalente a dois terços dos 650 membros do Parlamento.

Sem se dar completamente por derrotado, o premiê prometeu que na terça-feira irá apresentar um novo projeto de lei pedindo novamente que a eleição seja realizada em 12 de dezembro, desta vez precisando apenas de uma minoria simples (50% + 1 dos votos) para ser aprovada.

“Mais tarde nesta noite, o governo notificará a apresentação de um projeto de lei urgente para uma eleição em 12 de dezembro, para que possamos finalmente concluir o Brexit. O Parlamento não pode mais manter este país refém… agora que o (Brexit) sem acordo está descartado, temos um ótimo acordo. É hora de colocar isso para os eleitores”, afirmou Johnson.

O Partido Nacional Escocês e os Liberais Democratas propuseram eleições para o dia 9 do mesmo mês – uma das datas mais próximas nas quais o pleito pode ocorrer, porque a legislação britânica prevê que precisa haver no mínimo cinco semanas entre a convocação de eleições e o dia da votação.

Segundo a imprensa britânica, nesta data os estudantes ainda não estariam em recesso de fim de ano, ao contrário do dia proposto pelo primeiro-ministro.

O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, sugeriu que seu partido poderia apoiar o plano dos Liberais Democratas, de acordo com o jornal britânico “The Guardian”, dizendo que seria necessário elaborar um plano para assegurar uma data que “protegesse o direito ao voto de todos os cidadãos”.

Corbyn sempre afirmou não ser contra uma eleição antecipada, mas que queria se certificar que ela só aconteceria quando houvesse total garantia de que o Brexit sem acordo estivesse totalmente descartado.

Adiamento do Brexit

Também nesta segunda-feira a União Europeia concordou em adiar a saída do Reino Unido do bloco para 31 de janeiro de 2020, conforme anúncio do presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, no Twitter. Segundo Tusk, a decisão deverá ser formalizada por escrito.

O bloco agora aguarda aprovação de Londres. Conforme uma lei aprovada pelo Parlamento britânico no mês passado, o Reino Unido é obrigado a aceitar o novo prazo proposto pela União Europeia. O porta-voz do primeiro-ministro, Boris Johnson, afirmou que o premiê vai responder à oferta depois que revisar os detalhes.

Uma vez que haja uma concordância formal pelos britânicos, membros do bloco europeu terão 24 horas para apresentar objeções antes que o acordo entre em vigor.

A data divulgada nesta segunda-feira (28) é flexível. Se os parlamentares britânicos conseguirem aprovar um acordo para sair do bloco em novembro ou dezembro, o Reino Unido poderá deixar a União Europeia mais cedo – em 1º de dezembro de 2019 ou 1º de janeiro de 2020, respectivamente.

Via G1

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