Federal Reserve corta juros nos EUA devido ao coronavírus; bolsas operam em alta

Como forma de responder a preocupação global na economia em relação ao coronavírus, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, reduziu sua taxa de juros em 0.5 pontos. Em um intervalo de 1% a 1,25%. A medida, emergencial, ocorreu após ação prometida pelo grupo de ministros de Finanças do G7.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse que a economia dos EUA segue forte, mas é difícil prever a “magnitude e persistência” dos efeitos do vírus. Além disso, a desaceleração do surto pode levar vários países à recessão econômica. Já se sabe de indústrias de smartphones, incluindo no Brasil, que não estão fabricando aparelhos devido à falta de componentes, vindos da China.

“O vírus e as medidas que estão sendo tomadas para contê-lo certamente pesarão na atividade econômica por algum tempo, aqui e no exterior”, explicou o presidente do Federal Reserve em entrevista coletiva. “Não achamos que temos todas as respostas, mas acreditamos que nossa ação proporcionará um impulso significativo à economia”.

A última vez que o Federal Reserve fez algo semelhante foi em 2008, durante a crise financeira que atingiu todo o mundo. E tal decisão, de acordo com Paul Ashworth, economista-chefe da Capital Economics, foi uma “reviravolta dramática em relação à última semana”. Powell, por sua vez, afirmou que o corte na taxa ajudará a manter a confiança de consumidores e empresas.

Nesta segunda (2), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), alertou que a economia global pode crescer em um ritmo muito lento, por causa do vírus. Poderá ser a maior lentidão econômica desde 2009. A previsão inicial era de apenas 2,4% de crescimento em 2020, mas um surto mais intenso poderia reduzir este número para a metade, o que levaria países à recessão.

A Bolsa de Valores de Londres (a LSE), e a Bolsa de Valores de SP (Ibovespa) operaram em alta nesta terça feira, após queda brusca na última semana.

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