Ronaldinho Gaúcho é investigado no Paraguai por suposto uso de passaporte falso

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis foram detidos no Paraguai na noite de ontem (4). A acusação da polícia paraguaia é a de que ambos portavam passaportes falsos. O ex-jogador da Seleção Brasileira desembarcou horas antes no país para participar de dois eventos. O UOL teve a confirmação dos fatos, junto as autoridades paraguaias.

As autoridades receberam a denúncia ainda no aeroporto, em Assunção, mas não agiram no momento, pois além da repercussão que causaria o ato no momento, ainda havia a questão de segurança, uma vez que muitas pessoas estavam no aeroporto para receber o ex-jogador. Assim, Ronaldinho e seu irmão foram encontrados no hotel o qual estão hospedados.

Os dois seguem no quarto do hotel e irão depor às 8h (horário de Assunção e de Brasília. 11 horas, no horário de Londres). Até o momento, a polícia paraguaia prendeu Wilmondes Sousa Lira, que forneceu os passaportes falsos para eles. Os dois receberam os policiais na suíte do hotel, e cooperaram com as investigações, de acordo com os relatos divulgados.

Uma autoridade, ouvida pelo UOL, explicou que Ronaldinho e Assis saíra do Brasil apresentando documentos brasileiros (não é necessário um passaporte para sair do Brasil em outros países da América do Sul), mas entraram no Paraguai com o passaporte paraguaio.

Passaportes apreendidos e outras polêmicas

Ronaldinho e Assis tiveram seus passaportes apreendidos em novembro de 2018. Na época, o desembargador Newton Fabrício, da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), acatou recurso do Ministério Público (MP). A medida veio junto com a condenação de crime ambiental na construção ilegal de um píer, com plataforma de pesca e atracadouro na orla do Lago Guaíba, área de preservação ambiental, sem autorização.

Em setembro de 2019, ambos recuperaram os passaportes, após acordo com o MP. Mas, no último dia 14 de fevereiro, Ronaldinho se viu novamente com problemas na justiça. Desta vez, uma ação civil coletiva pede R$ 300 milhões por danos morais e materiais por causa de sua ligação com a empresa 18kRonaldinho. A empresa tem bloqueado o dinheiro dos seus investidores.

A empresa trabalha com mercado digital de criptomoeda, e promete “ganhos de até 2% ao dia, paramento de 400% do capital investido, sem necessidade de indicar ninguém”. A ação mobiliza 150 pessoas, que afirmam terem sido lesadas pelas empresas 18k Ronaldinho Comércio e Participação Ltda. e 18k Watches Comércio Atacadista e Var. de Relógio Ltda.

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