Conheça oito mulheres britânicas que fizeram do mundo um lugar melhor

Dizem que elas são o “sexo frágil”. Mas de frágil, elas não tem nada. Em toda a história, mulheres fortes e determinadas contribuíram, de várias maneiras, com a evolução da raça humana. Por isso, como forma de celebrar o Dia Internacional da Mulher, destacamos oito mulheres que fizeram a diferença para todo o mundo.

Estas mulheres, britânicas, contribuíram de maneira positiva com a humanidade, e até hoje são referência e inspiração para dezenas de pessoas, que conhecem suas histórias. Não estamos aqui destacando as “oito mulheres mais importantes do Reino Unido”, pois a lista de mulheres importantes no país é muito maior. Estamos apenas destacando oito delas, que são exemplos dos mais variados gêneros.

Rainha Elizabeth I

Elizabeth I é uma das figuras mais importantes da antiga Grã-Bretanha. Ela é a primeira de três rainhas que não nasceram para governar, mas que se tornaram monarcas. Ela escapou da desgraça de sua mãe, a rainha Ana Bolena (executada pelo pai de Elizabeth, rei Henrique VIII), e depois sobreviveu aos reinados perigosos de seu irmão, o rei Edward VI, e sua irmã, a rainha Mary I.

Herdando o trono, posteriormente, ela surgiu como uma governante poderosa, aumentando sua popularidade em todo país, e sendo conhecida como “a Rainha Virgem”.

Agatha Christie

Agatha Mary Clarissa Christie, ou apenas “Agatha Christie”, nasceu em 1890 em Oxfordshire, e fez história em sua carreira de escritora. Mundialmente conhecida por seus romances policiais, ela ganhou o “apelido” de “Rainha/Dama do Crime”. Publicou mais de oitenta livros, alguns com o pseudônimo de Mary Westmacott.

Ela é a escritora mais bem sucedida da história. Seus livros venderam, até hoje, cerca de quatro bilhões de cópias no mundo, só ficando atrás das obras de Shakespeare, e da Bíblia. E, em 1971, foi condecorada pela Rainha Elizabeth II com o título de “Dame” (a Dama) do Império Britânico, que é o equivalente feminino ao título de “Sir”.

Diana, a Princesa de Gales

Conhecida mundialmente como Lady Di, Diana Frances Spencer, se transformou em uma “celebridade real” após o seu casamento com o príncipe de Gales, o príncipe Charles. Mas engana-se, quem achava que a agora princesa de Gales seria apenas um “rosto bonito” na televisão. Ícone de moda e elegância, ela também era reconhecida por seu trabalho de caridade.

Entre seus trabalhos, ela apoiou projetos de combate à AIDS, e uma campanha internacional contra minas terrestres. Mesmo após a sua morte, em 1997, seu nome é lembrado até os dias de hoje. Além de contar com muitas meninas que receberam o nome “Diana” durante seus dias de vida, o seu nome é, de acordo com estimativas, citado oito mil vezes por ano, apenas na imprensa britânica.

Mary Wollstonecraft

Mãe de Mary Shelley, a autora de Frankestein, Mary Wollstonecraft também escreveu seu nome na história. Ainda no século 18, Mary já questionava o comportamento machista de grande parte da sociedade de seus dias. Ela questionava políticos homens, e defendia os direitos das mulheres à educação e igualdade no casamento.

Mais de 200 anos após sua morte, ela é considerada uma das primeiras pessoas a influenciar o movimento feminista. Além disso, publicou diversos romances e livros, que questionavam o comportamento da sociedade daquele tempo.

Rainha Elizabeth II

Ninguém esperava que a princesa Elizabeth Alexandra Mary se tornasse rainha. Mas seu tio, o rei Edward VIII abdicou ao trono, em 1936, dando lugar a seu pai, George VI. Após sua morte trágica e precoce, em 1952, a então princesa se viu rainha, com o título de Elizabeth II. Ela foi a monarca que mais testemunhou as grandes mudanças do mundo, no século XX.

Chefe de Estado do Reino Unido há quase sete décadas, Elizabeth II viu de perto o sofrimento de seu país na Segunda Guerra Mundial. E também testemunhou todo o avanço tecnológico que o século XX, e também o século XXI, proporcionou. Até o momento, é a monarca com o quinto maior período de reinado comprovado na história da humanidade.

Margaret Thatcher

Thatcher já teria o seu nome na história como a primeira primeira-ministra da Grã-Bretanha, em 1979. Mas ela foi muito mais do que isso. Seu lugar na história foi conquistado com os seus 11 anos consecutivos no papel de primeira-ministra, sendo a primeira mulher líder de uma grande democracia, e uma das figuras mais dominantes e influentes da política moderna.

Líder do Partido Conservador, foi a líder política que acompanhou a Guerra das Malvinas, acompanhou uma recuperação econômica no país, além de escapar de um atentado em Brighton. Renunciou ao cargo em 1990 e, em 1992, foi para a Câmara dos Lordes, como a Baronesa Thatcher.

Emmeline Pankhurst

Nascida Emmeline Goulden, a cidadã de Manchester foi uma das fundadoras do sufragismo. Seu nome, mais do que qualquer outro, está diretamente ligado com a luta pelo direito de voto das mulheres, em um período próximo da Primeira Guerra Mundial. Em 1889, Pankhurst criou a Liga do Franchise das mulheres. E, em 1903, criou a Women’s Social and Political Union (WSPU), com outras mulheres conhecidas do movimento, como Annie Kenney, Emily Davison e Dame Ethel Smyth.

Foi presa diversas vezes, mas morreu, em 1928, vendo o seu objetivo concluído. As mulheres no Reino Unido poderiam votar. A revista Time a considerou uma das 100 pessoas mais influentes do século XX, em 1999, afirmando que “ela moldou a ideia da mulher do nosso tempo e criou um novo padrão para a sociedade”.

Florence Nightingale

A primeira mulher a receber a Ordem do Mérito, e a primeira a aparecer em uma nota no Reino Unido, Florence nasceu em Florença, onde hoje é a Itália, em 1820. Ela ficou famosa por ser a pioneira no tratamento a feridos de guerra da tropas britânicas, durante a Guerra da Crimeia. Conhecida pelo apelido de “A dama da lâmpada”, ela usava a luz para auxiliar os feridos durante a noite.

Uma nação agradecida ajudou-a a levantar dinheiro para financiar a escola de treinamento para suas enfermeiras no Hospital St. Thomas, em Londres. Sua influência e princípios, assim, se espalhariam pelo mundo. Ela dedicou sua vida para as melhorias da saúde, e até hoje, é lembrada como a “mãe” da enfermagem moderna. 

Um Feliz dia das Mulheres! Estamos Juntas!

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