Reino Unido anuncia pacote de 30 bi de libras para ajudar a economia afetada pelo coronavírus

O chanceler Rishi Sunak anunciou um pacote de £ 30 bilhões (cerca de R$ 181 bilhões, na cotação atual) para ajudar a economia do Reino Unido a superar as questões do coronavírus. Também foi anunciado a suspensão das taxas de negócios a muitas empresas na Inglaterra, estendendo o subsídio por doença e aumentando o financiamento do NHS, o sistema de saúde do país.

Ele também alertou para uma perturbação significativa, mas temporária, da economia britânica. Mas prometeu “resolver isso juntos”. O Banco da Inglaterra anunciou corte de emergência nas taxas de juros, logo antes do Orçamento, nesta quarta (11).

Sunak foi promovido a chanceler há apenas um mês, quando Sajid Javid deixou o governo. E precisou reescrever às pressas os planos de economia do governo britânico, para lidar com o coronavírus e seu impacto na economia. “Estamos fazendo todo o possível para manter o país e nosso povo saudáveis e financeiramente seguros”, afirmou, aos deputados.

Entre as medidas, estão: a suspensão, por um ano, de taxas de negócios para lojas, cinemas, restaurantes e locais de música na Inglaterra com valor tributável abaixo de £ 51.000; um “fundo de dificuldades” de £ 500 milhões, concedidos para as autoridades locais do país para ajudar as pessoas vulneráveis em suas áreas; um “esquema temporário de empréstimo para interrupção de negócios com coronavírus”, que faz os bancos emprestarem até US$ 1.2 milhão para apoiar pequenas e médias empresas.

O governo arcará com os custos para as empresas com menos de 250 funcionários que fornecem auxílio estatutário por doença a quem está fora do trabalho “devido ao coronavírus”. Também busca tornar mais rápido e fácil obter benefícios para aqueles com contratos de zero horas. E os requerentes de benefícios que foram aconselhados a ficar em casa, não precisarão ir fisicamente a seus postos de emprego.

Na última quarta-feira, o Reino Unido registrou 456 casos de coronavírus, e uma sexta morte confirmada, após a contração do vírus. O chanceler ainda disse que, sem levar em conta o impacto do coronavírus, o crescimento da economia britânica está previsto em 1,1% em 2020, a taxa mais baixa desde 2009.

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