Todas as cirurgias não urgentes serão adiadas na Inglaterra, para preparar o país contra o coronavírus

Todas as operações não urgentes na Inglaterra serão adiadas a partir de 15 de abril. A iniciativa busca liberar 30 mil leitos para ajuda no combate do coronavírus no país, de acordo com o NHS England. A política, de emergência, estará em vigor por pelo menos três meses.

O número de mortos no Reino Unido subiu para 71. No último dia, morreram mais 14 pessoas na Inglaterra, uma na Escócia e uma no País de Gales. E o chanceler Rushi Sunak anunciou empréstimos apoiados pelo governo no valor de 330 bilhões de libras (mais de dois trilhões de reais, em cotação atual), para sustentar a economia no país.

“Nunca, em tempos de paz, enfrentamos uma luta econômica como esta”, disse o chanceler, em entrevista coletiva em Downing Street. Apresentando, segundo ele, um “pacote sem precedentes” de medidas para aliviar o país, que terá, como muitos outros, sérios problemas econômicos devido ao surto do covid-19.

Os £ 330 bilhões em empréstimos – equivalentes a 15% do PIB – servirão para ajudar as empresas a pagarem por suprimentos, aluguel e salários. E acrescentou que, havendo demanda, concederia mais empréstimos posteriormente. “Precisamos agir como um governo de guerra e fazer o que for necessário para apoiar nossa economia”, declarou o primeiro-ministro Boris Johnson.

Enquanto isso, o principal assessor científico no governo, Sir Patrick Vallance, declarou que as pessoas com mais de 70 anos não devem almoçar no domingo com suas famílias. No Reino Unido, se comemora o Dia das Mães neste final de semana.

Também aconselhou as pessoas que tomam analgésicos a usar paracetamol ao invés de ibuprofen, depois que autoridades francesas explicaram que os anti-inflamatórios poderiam piorar o vírus. Uma sugestão que, mesmo de acordo com Sir Patrick, “pode ou não estar certo”, é recomendada, até posições mais concretas forem apresentadas.

Ainda sobre o NHS inglês, o executivo-chefe do órgão, Sir Simon Stevens, afirmou que adiar cirurgias de rotina ajudaria a expandir ao máximo a capacidade de tratamento crítico, para que o país se prepare para “o provável aumento de pacientes com coronavírus”. No entanto, operações contra o câncer continuarão, acrescentou.

E também explicou que o serviço de saúde está trabalhando com serviços comunitários para “desbloquear” os processos de alta e restaurar os pacientes com coronavírus. E disse que há planos para aumentar para 12 mil o número de ventiladores no sistema de saúde inglês. Atualmente o NHS dispõe de 7 mil ventiladores.

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