Especialista que incentivou a quarentena no Reino Unido diz que o coronavírus diminuiu o ritmo no país

Na avaliação do mais renomado epidemiologista do país, Neil Ferguson, professor de biologia matemática do Imperial College de Londres, o Reino Unido tem demonstrado sinais de desaceleração da epidemia do coronavírus. Apesar disso, garantiu que não é momento para “cantar vitória”.

Ferguson explicou, para a BBC, que estima que 2.3 milhões de pessoas já tenham sido infectadas pelo coronavírus no Reino Unido, embora os números oficiais indiquem mais de 25 mil casos. Um estudo em Oxford explica, embora afirme que precise de maiores confirmações, que metade do país já pode ter sido infectado.

“Acreditamos que a epidemia está começando a desacelerar”, declarou Ferguson. Este foi o especialista que convenceu o governo britânico a mudar suas medidas no enfrentamento da pandemia. No princípio o país pensava em expor o vírus para acelerar infecções e gerar imunidade, mas o governo foi convencido que tal atitude sobrecarregaria o NHS, o serviço de saúde pública do país.

Ferguson explicou que, embora o número de infecções aumente, a velocidade da disseminação diminuiu. Ele explica, contudo, que os dados não são consolidados e que é cedo para afirmar com certeza que esta tendência se manterá.

O Reino Unido está em quarentena nacional desde a última semana. Nos últimos dias, Boris Johnson, o primeiro-ministro do país, e o príncipe Charles, herdeiro do trono, testaram positivo para o coronavírus. Johnson trocou de estratégia, adotando a quarentena, após números apresentados pelo Imperial College, que previu a morte de milhões de pessoas na pior das hipóteses.

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