Coronavírus: Raab pede para que britânicos não “estraguem tudo” saindo de casa

O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Dominc Raab, pediu a todos os britânicos que permaneçam em casa. Especialmente durante o final de semana de Páscoa. Ele fez um pedido: “Não vamos estragar tudo agora”. Ele explicou que, após quase três semanas de bloqueios no país, “estamos começando a ver o impacto dos sacrifícios que fizemos”.

Assim, Raab também lembrou que ainda “é muito cedo” para suspender as restrições. O Reino Unido já passou dos 65 mil casos, e registrou mais de 8 mil mortes, desde a explosão do coronavírus no país. Noticiamos, no dia 8, sobre um jovem que ao insistir na desobediência da quarentena, a polícia local não viu outra alternativa, a não ser em multar seu pai.

Individualismo: o grande “inimigo” no combate ao coronavírus

Além disso, o psicólogo e sociólogo Jocelyn Raude, professor da Escola de Altos Estudos de Saúde Pública de Rennes, na França, afirma que o ocidente tem um grande “inimigo” no combate ao coronavírus. Trata-se do individualismo e o “otimismo irrealista” das pessoas que vivem em países ocidentais dificultam tanto a prevenção, quanto o combate do vírus.

Ele deu como exemplo o que ocorreu na França. Mesmo em meio a discursos duros de seu presidente, Emmanuel Macron, que dizia que o país “estava em guerra”, continuavam vivendo a vida “normalmente”. A Itália, por sua vez, foi resistente quanto à recomendação de quarentena. Antes de sofrer sendo um dos países mais castigados pela pandemia.

Ainda assim, no Reino Unido não é diferente. Mesmo com o primeiro-ministro, Boris Johnson, internado em uma UTI, o príncipe Charles ter ficado uma semana isolado para se cuidar da covid-19, e a Rainha Elizabeth II fazer um pronunciamento histórico, reforçando o pedido para que as pessoas se isolem, sem mencionar os números duros de casos envolvendo mortos no país, ainda há relatos de britânicos ignorando a quarentena, saindo de suas casas sem necessidade.

Desde 31 de março, o NHS já atua com sobrecarga. Mas um estudo da Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), situada na Universidade de Washington, afirma que o Reino Unido pode ser o novo epicentro do coronavírus na Europa. Com uma projeção preocupante. O país pode registrar, até o final de maio, mais de 60 mil mortes. Número superior ao que a Itália vem apresentando.

Você pode conferir o artigo que explica melhor sobre este estudo aqui, e ler o artigo que fala sobre a pesquisa envolvendo o individualismo como elemento que joga contra as contenções do coronavírus no mundo ocidental, aqui.

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