Boris Johnson recebeu alta, mas seguirá fora do governo, em recuperação

Após passar uma semana internado no Hospital St. Thomas, em Londres, com passagem em uma UTI, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recebeu alta neste domingo, 12. No entanto, o premiê não retorna para as atividades normais, permanecendo em recuperação em Chequers, residência de campo oficial do primeiro-ministro britânico.

Johnson não retornará ao trabalho por conselho de sua equipe médica. O primeiro secretário de Estado, Dominic Raab, segue no comando do país. O primeiro-ministro agradeceu a todos do hospital londrino o qual ficou internado, pelo “brilhante cuidado que recebeu”. “Seus pensamentos estão com aqueles que foram afetados por esta doença.”

Johnson, de 55 anos, foi o primeiro líder mundial a declarar que estava infectado com o coronavírus. Desde o dia 27 de março, data da declaração, e quatro dias após a quarentena iniciar no Reino Unido, ele se autoisolou e continuaria à frente das decisões do país com a ajuda de recursos tecnológicos. Mas, no último domingo, com persistência dos sintomas, precisou ser internado, no momento em que a Rainha Elizabeth II fazia uma declaração histórica a seu súditos, sobre o vírus.

Na segunda, ele foi encaminhado para a UTI por causa de complicações em seu quadro de saúde. Com dificuldades respiratórias e necessidade de oxigênio, ficou por lá para receber tratamento adequado. Mas ele não chegou ao ponto de usar um ventilador mecânico, objeto necessário em casos mais complexos.

Perigos do Reino Unido virar “uma nova Itália” e extensão da quarentena

No último domingo, o Reino Unido registrou 737 novas mortes pelo coronavírus, em 24 horas. Assim, o país chegou ao duro número de 10.612 mortos. Há, inclusive, estudos de Institutos especializados que alertam de que o país possa ultrapassar o número de infectados da Itália e Espanha, os dois países que mais sofrem com o coronavírus na Europa.

A quarentena iniciou no Reino Unido há três semanas, e o governo prometeu uma avaliação sobre seus resultados para esta segunda. Entretanto, com a piora da saúde de Johnson, tal análise foi suspensa, mas o Executivo terá que apresentar, obrigatoriamente, sua avaliação ao Parlamento até o dia 19. Informalmente, ministros e políticos do país falam que o confinamento poderá se estender até meados de maio, e não é descartada a possibilidade de estender ainda mais este período, até julho.

Na última semana, Raab pediu para que todos os britânicos continuem em suas casas. Ele pediu para que os cidadãos do país “não estraguem tudo”, colocando em risco “todo o sacrifício feito”.

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