Reino Unido poderá manter algumas restrições contra o coronavírus até o final do ano

O Reino Unido, mesmo com o fim da quarentena, terá que conviver com algumas medidas sociais disruptivas, pelo menos até o final de 2020, de acordo com o consultor médico do governo. Chris Witty, responsável por aconselhar o governo, explicou que é “totalmente irrealista” uma volta a uma “vida normal” em breve.

Ele explicou que “a longo prazo”, a saída ideal seria através de uma “vacina eficaz” contra o coronavírus (o Reino Unido trabalha neste sentido). Ou medicamentos para tratar a doença (médicos britânicos tem usado o sangue de curados para ver se é possível tratar doentes pela covid-19). Também explicou que teremos que conviver com o coronavírus. “Esta doença não será erradicada, não vai desaparecer”, afirmou.

“Assim, teremos que aceitar que estamos trabalhando com uma doença com a qual o mundo lidará, no futuro próximo”. O Reino Unido já conta com mais de 18 mil mortos pelo coronavírus, desde que a pandemia chegou no país. “Uma vacina, ou medicamentos eficazes, para que as pessoas parem de morrer desta doença, mesmo que peguem o vírus, ou que possam previnir esta doença em pessoas vulneráveis”, explicou, falando sobre a “saída a longo prazo”.

Ele também disse que havia várias maneiras diferentes pelas quais a epidemia de coronavírus resulta em morte. Witty explicou que há, além dos que morrem pela covid-19, pessoas que podem morrer indiretamente, pois o NHS foi “reorientado em relação ao covid”, levando a procedimentos eletivos e triagens específicas.

E disse que é necessário buscar “um equilíbrio de medidas” para trazer o melhor resultado de saúde pública, a longo prazo. O confinamento no Reino Unido se iniciou no dia 23 de março, e tem duração prevista até o dia 7 de maio.

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