Reino Unido registra alta de mortes por coronavírus em lares de repouso

Um terço das mortes por coronavírus na Inglaterra e País de Gales estão acontecendo em casas de repouso. Dados do Office for National Statistcs mostram que houve 2 mil óbitos domiciliares por coronavírus na última semana, o dobro da da anterior. Assim, já são 3.096 mortes nestas casas, ligadas ao vírus, desde o início da pandemia.

O secretário britânico de saúde, Matt Hancock, disse que os testes serão expandidos para todos os residentes e funcionários de casas de saúde na Inglaterra. Incluirá aqueles que não apresentam sintomas. “Com base em testes bem sucedidos, realizaremos testes de residentes e funcionários assintomáticos nas casas de repouso na Inglaterra e de pacientes e funcionários do NHS”, explicou.

A secretaria de saúde também explicou que o governo incluirá o número de mortes em casas de repouso e na comunidade em seus números diários daqui para a frente, para “trazer o máximo de transparência possível”.

Tais números mostram que as mortes por coronavírus seguem aumentando. Contando apenas os óbitos em hospitais, que são 21.678, com os dados divulgados na terça, começaram a cair após o pico, no dia 8 de abril. Enquanto isso, outras 630 mortes em casas de repouso na Irlanda do Norte e Escócia foram associadas ao coronavírus até metade de abril.

Desta forma, quase metade das mortes por coronavírus nos países do Reino Unido estão nas casas de repouso. Mike Padgham, do Independent Care Group, que representa as casas de repouso, disse que agora elas são a “verdadeira linha de frente” na luta contra o coronavírus. Ele afirma que “está sendo cobrado um preço terrível”. “Estes são nossos entes queridos: mães, pais, irmãos, irmãs, tias, tios e amigos”, acrescentou.

Apenas em meados de abril o governo disse que todos os residentes que apresentavam os sintomas poderiam ser testados, enquanto o Exército está ajudando na distribuição do kit de proteção. O governo também afirma que agiu para impedir a propagação do coronavírus nos lares de repouso. Uma das medidas foi a proibição de visitas.

O porta-voz oficial do primeiro-ministro disse: “Queremos fazer todo o possível para apoiar aqueles que vivem e trabalham em casas de repouso no que aceitamos ser um momento extremamente difícil”.

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