NHS apresenta plano para retornar atendimentos “ao normal” em seis semanas

O NHS, serviço de saúde pública do Reino Unido, estabeleceu seus planos para a segunda fase da pandemia de coronavírus, incluindo a intensificação de serviços de urgência não relacionados com a covid-19, nas próximas seis semanas, enquanto tenta retornar as atividades ao nível normal.

Em carta dirigida a organizações de saúde locais e médicos de clínicas gerais, o chefe do NHS Inglaterra disse que consultas ambulatoriais urgentes devem prosseguir e cirurgias de rotina poderão ser retomadas. Mas os GPs estão sendo incentivados a continuar realizando consultas online.

Testes regulares serão oferecidos a todos os funcionários, mesmo os que não apresentam sintomas. A carta, escrita pelo CEO Sir Simon Stevens e pela diretora de operações Amanda Pritchard, descreve o plano de ação do NHS nas próximas semanas, após a queda de pacientes hospitalares com a covid-19 nas duas últimas semanas na Inglaterra.

A Public Health England já foi solicitada a avaliar dados que sugerem que minorias étnicas podem ser desproporcionalmente afetadas pelo coronavírus. Assim, funcionários de minorias negras, asiáticas e étnicas, que podem estar em maior risco, serão avaliados quanto ao risco, com precaução.

Dentre outras recomendações da carta, aparecem:

  • O reinício de cirurgias eletivas de rotina
  • Proteger e administrar cirurgia e tratamento de câncer, garantindo que os centros de câncer no país estejam funcionando perfeitamete
  • Trazer de volta referências de câncer e consultas de diagnóstico para “níveis pré-covid-19”
  • Garantir que pacientes com ataque cardíaco e derrame recebam os cuidados necessários
  • Médicos consultando pacientes online e em casa

Houve preocupação de que as pessoas não procurassem atendimento médico como era de costume, pois havia o medo de pegar o vírus, e sobrecarregar o NHS, colocando em risco a saúde em longo prazo. A carta diz também, que houve uma redução de acidentes de trânsito e traumas grave durante o bloqueio, e é incerto saber quando a “recuperação da demanda de emergência” acontecerá.

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