A nova revolução tecnológica, a cultura BETA e os profissionais do futuro

São Paulo 4/5/2020 – A Cultura Beta, trata-se do estado de experimentação e está diretamente ligada com a sede de conhecimento e vivência.

Segundo o escritor futurista Alvin Toffler, em um mundo onde tudo muda rapidamente, é melhor saber aprender, desaprender e reaprender para se adaptar, do que saber profundamente um assunto que tende a ficar obsoleto.

Há uma revolução em curso. Na revolução industrial a sociedade agrária deu lugar a produção em massa. A nova revolução está sendo chamada de revolução do conhecimento e faz exatamente o oposto. O conceito de massa está sendo substituído por produções menores, personalizadas para pequenos grupos, ou até indivíduos e o que transforma a cultura da massificação para a personalização é a velocidade tecnológica.

Atualmente o mercado exige flexibilidade e rapidez devido à enorme concorrência. Além disso é barato personalizar, o que antigamente se exigia toda uma cadeia de produção parada para modernizar um pequeno item como um acendedor de cigarros no automóvel, hoje em dia basta um clique. E por isso ideias são possíveis. Este novo conceito traz grandes desafios para economistas de todo o mundo. Uma economia baseada em conhecimento compreende a utilização de recursos ilimitados e este é o grande diferencial.

A maior parte da produção do futuro não será realizada em fábricas ou indústrias e sim em aviões, hotéis ou até mesmo em casa. Os diferentes tipos de trabalho estão se deslocando para locais diversos. Segundo especialistas 65% dos empregos dos estudantes que estão iniciando sua jornada educacional hoje, ainda não existem. As escolas não ensinam técnicas e necessidades do futuro. Uma das características da nova sociedade emergente, não apenas econômica, mas também social, é a diversidade, é porque existe uma grande variedade de tudo que a educação precisa acompanhar esta transformação. A educação precisa ser revista e personalizada, crianças e jovens são os profissionais do futuro, eles são indivíduos com inteligências múltiplas e devem ser tratadas como tal. Para estudiosos a educação atual é ultrapassada e ainda permeiam no conceito de ensinar como linha de produção em massa. A revolução do conhecimento necessita andar junto com todos os aspectos que envolvem o pensamento moderno, para que as empresas do futuro não sofram com falta de qualificação no mercado.

O escritor e futurista norte-americano Alvin Toffler, doutorado em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus escritos sobre a revolução digital, a revolução das comunicações e a singularidade tecnológica, teoriza que em um mundo onde tudo muda rapidamente, é melhor saber aprender, desaprender e reaprender para se adaptar, do que saber profundamente um assunto que tende a ficar obsoleto. Sua frase mais famosa é: “a mudança não é simplesmente necessária para a vida – ela é a vida”. Esta é a principal característica dos profissionais do futuro e por isso os cargos de liderança estão cada vez mais sendo ocupados por jovens.

A era da tecnologia aumentou a conexão entre os países e consequentemente impacta a economia. Este sistema é um sistema dinâmico e de constante mutação e terá um reflexo quase que instantâneo nas carreiras do futuro que são impulsionadas pelas crises e pelas novas tecnologias. Profissionais da atualidade estão diante de uma jornada de transformação em seu mindset. As relações mudaram e geram um novo comportamento, as novas ferramentas permitem novas conexões e utilizam processos adequados que habilitam novas competências e assim mudam a cultura organizacional, ou seja, a essência da organização. Essa nova cultura é baseada em desenvolver habilidades comportamentais.

 

De acordo com Luciano Mello, vice-presidente da Success People — empresa de desenvolvimento pessoal e gestão de pessoas situada em São Paulo — a transformação digital está muito além da adoção de novas tecnologias. Os ecossistemas de inovação mudam completamente o modelo de negócio: “Lifelong Learning é a cultura de aprender por toda a vida entendendo que o conhecimento que adquirimos agora, pode não ser mais útil ou aplicável amanhã. A cultura da aprendizagem requer repensar a forma de liderança. O líder que obtém o controle e o comando não permite a inovação. O papel de mentor abrindo caminhos é o que as empresas modernas procuram. Cada vez mais está em pauta a segurança psicológica, é fundamental que as empresas criem um ambiente propício para seus colaboradores trabalharem expandindo seus conhecimentos e gerando soluções colaborativas. Isto é inovação”.

A crise política, social, econômica e de saúde é globalizada. A revolução industrial nos trouxe inúmeras burocracias e o nosso sistema econômico está atrasado. A educação está atrasada, e estamos em uma época de incertezas. É uma fase de transição, de reformular o pensamento e recriar as estruturas mercadológicas.

Para Cristiano Salomão, fundador da Sabre de Luz Produções Culturais que atua há mais de 10 anos na criação de projetos culturais e educativos com foco em estudos e pesquisas futuristas, uma vez que a inteligência artificial executa habilidades técnicas melhor do que os seres humanos, abre espaço para habilidades novas: “a Cultura Beta, trata-se do estado de experimentação e está diretamente ligada com a sede de conhecimento e vivência. Cultura, nada mais é do que costumes, hábitos e aptidões adquiridas por uma sociedade e está intrínseco a transformação que ela proporciona. Sempre que iniciamos uma pesquisa na internet, estamos utilizando o tempo livre para continuar aprendendo. Em um futuro próximo não teremos tempo livre, liberdade será sinônimo de abrir os olhos para novos horizontes e consequentemente novas possibilidades”.

Website: http://www.successpeople.com.br

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