NHS está recebendo um remédio que pode auxiliar na recuperação de coronavírus

Um remédio está sendo disponibilizado no NHS, como forma de apoiar no tratamento do coronavírus. Chamado remdesivir, o remédio, aparentemente, reduz o tempo de recuperação de pacientes com a covid-19. O secretário de saúde do Reino Unido, Matt Hancock, disse que esse foi provavelmente o maior passo no tratamento do coronavírus desde o início da crise.

O remdesivir é um medicamento antiviral, que já havia sido utilizado contra o Ebola. Os reguladores do Reino Unido afirmam que há evidências suficientes para aprovar seu uso em pacientes selecionados que sofrem com o coronavírus. Por contar com unidades limitadas, ele será direcionado à quem tem maior chances de aproveitar bem o medicamento.

O medicamento está em fase de teste clínico em todo o mundo, incluindo o Reino Unido. Os primeiros dados sugerem que ele pode reduzir o tempo de recuperação em quatro dias. Ele será distribuído de acordo com os conselhos médicos.

O ministro da Inovação, Lord Bethell, disse: “Isso mostra um progresso fantástico. Enquanto navegamos neste período sem precedentes, devemos estar no pé da frente dos mais recentes avanços médicos, enquanto sempre garantimos que a segurança do paciente continua sendo uma prioridade.

Stephen Griffin, da Faculdade de Medicina da Universidade de Leeds, disse que talvez tenha sido o antiviral mais promissor para o coronavírus até agora. Ele disse que os pacientes com a doença mais grave provavelmente a receberão primeiro. “Embora essa seja claramente a abordagem mais ética, também significa que não devemos esperar que a droga atue imediatamente como uma bala mágica”.

“Em vez disso, podemos esperar melhores taxas de recuperação e uma redução na mortalidade de pacientes, que esperamos beneficiar o maior número possível de pacientes”.

A busca por remédios contra o coronavírus

Outros medicamentos seguem em investigação para uso contra o coronavírus. Entre eles, remédios usados contra a malária e o HIV. A hidroxicloroquina, usada contra a malária, foi interrompida em seus testes, devido a falta de segurança em pacientes com covid-19. A OMS explica que a suspensão é temporária, e tem caráter de precaução. Pois se baseia em um estudo que descobriu que a droga pode complicar o ritmo cardíaco, aumentando o risco de morte.

No Reino Unido, o julgamento do Recovery, que analisa o uso deste medicamento em pacientes, permanece aberto, mas outro, usando-o na equipe do NHS para prevenir e não tratar infecções, interrompeu o recrutamento de mais voluntários. Lembrando também que o medicamento não promete “a cura do coronavírus”, mas sim auxilia na recuperação de vários pacientes.

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