Michael Jordan anuncia doação de US$ 100 milhões para combate contra o racismo

Michael Jordan é considerado não só o melhor e maior jogador de basquete da história, mas também muitos o consideram o maior esportista de todos os tempos, entre todos os esportes. Foi seis vezes campeão da NBA, ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos em Barcelona, em 1992. E entre prêmios individuais e coletivos, construiu um patrimônio, junto de sua Air Jordan, estimada em 10 bilhões de reais.

Jordan, que sempre foi conhecido por se aventurar em várias frentes, esportivas e nos negócios, já jogou beisebol profissional, foi estrela de cinema em Space Jam, e retornou às quadras em 2001 pelo Washington Wizards, com funções de gerência acumuladas. E, atualmente, é dono do Charlote Hornets, é parceiro da Nike, com a Jordan Brand, e foi um dos nomes mais discutidos nos últimos dias com The Last Dance, documentário da NBA, que foi exibido pela Netflix e conta como foi o último ano em que Jordan levantou a taça do torneio.

Agora, com a Jordan Brand, o eterno camisa 23 anunciou que fará doações para o combate ao racismo. Michael Jordan e sua Jordan Brand doarão 100 milhões de dólares (cerca de 78 milhões de libras, ou R$ 500 milhões) por 10 anos. O dinheiro será direcionado a organizações que lutam pela igualdade racial, justiça social e melhor acesso à educação.

A ação foi comunicada através do Instagram da linha e do próprio site da Nike.

Michael Jordan e Black Lives Matter

Michael Jordan nunca foi muito ativo em discussões políticas e sociais. E isso já lhe rendeu vários questionamentos de seus fãs, como em um episódio polêmico, de 1992, no qual ele teria dito que “republicanos também compram tênis”, em uma época a qual ele negou apoio a Harvey Gantt, candidato negro e democrata, que disputada contra o conservador republicano Jesse Helms uma vaga ao senado dos EUA pela Carolina do Norte. Na ocasião, Jordan afirma que não o apoiou por não conhecer Gantt pessoalmente, e não “colocar a mão no fogo” por ele. Mas diz que fez contribuições para a sua campanha. Helms foi eleito senador, naquela oportunidade.

Mas, com o movimento Black Lives Matter, ocasionado após o assassinato de George Floyd, Jordan não só se pronunciou a respeito, como anunciou a sua doação:

A Jordan Brand somos nós, a Comunidade Preta.

Jordan Brand é mais do que um homem. Ela sempre foi uma família. Nós representamos uma orgulhosa família que superou obstáculos, lutou contra a discriminação em comunidades no mundo todo e que trabalha todos os dias para apagar a mancha do racismo e o dano da injustiça.

A vontade, o trabalho, a excelência que o mundo veio a conhecer é o resultado de uma geração depois da outra derramando seus sonhos dentro das próximas.

É 2020, e nossa família agora inclui qualquer um que aspire nossa forma de vida. Mesmo que várias coisas tenham mudado, o pior continua o mesmo.

Vidas pretas importam. Esta não é uma declaração controversa. Enquanto o racismo impregnado que permite que as instituições do nosso país falhem não seja completamente erradicado, nos manteremos compromissados a proteger e melhorar a vida de pessoas pretas.

Hoje, nós anunciamos que Michael Jordan e Jordan Brand doarão US$100 milhões durante os próximos 10 anos a organizações dedicadas a garantir a igualdade racial, justiça social e melhor acesso à educação.

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