“Já tive armas apontadas para mim”, diz Terry Crews, sobre o racismo nos EUA

Terry Crews é uma das vozes ativas nos Estados Unidos, em meio a inúmeros protestos e discussões sobre o racismo. O ator, que é consagrado por viver Julius em Todo Mundo Odeia o Chris, e Latrell Spencer em As Branquelas, agora vive um sargento na comédia Brooklyn Nine-Nine. Mas, falando sobre o mundo policial, ele desabafou sobre o racismo no país.

Em entrevista para o Access Online, Crews deixou claro que já foi vítima de racismo diversas vezes. E que chegou a ter arma apontada para si, quando a polícia “tinha pegado o cara errado”. Ele afirma que a comunidade negra sempre viveu com isso, mas que agora, as pessoas brancas estão conseguindo enxergar melhor essa realidade:

Vocês já me viram, em filmes e tudo mais, mas antes de tudo isso eu sempre fui uma ameaça. Eu iria ao shopping ou ia para lugares diferentes. Eu já tive armas apontadas para mim por policiais em Los Angeles. Isso foi antes de eu ser famoso. A questão é, eles tinham pego o cara errado. É algo que todo homem negro já viveu e é difícil realmente tentar fazer outras pessoas entenderem. Eu tenho que dizer, isso aqui, o que está acontecendo agora é o movimento ‘Me Too’ [Eu Também] da América Negra. Nós sempre soubemos que isso estava acontecendo, mas agora as pessoas brancas estão entendendo.

O elenco de Brooklyn Nine-Nine fez doações no combate ao racismo. Foram 100 mil dólares, para pagar fianças de pessoas presas durante manifestações antifascismo. A situação atingiu proporções tão grandes, que até Michael Jordan, que raramente se expressa em questões políticas e temas sensíveis, doará 100 milhões de dólares para projetos que combatem o racismo e trabalham com a inclusão de pessoas negras.

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