Saiba como será a volta às aulas no Reino Unido, em setembro

Quando as escolas reabrirem na Inglaterra, em setembro, o governo trouxe novas orientações para que as aulas possam acontecer de maneira segura, em meio à pandemia de coronavírus. A iniciativa busca fazer com que os professores mantenham aulas ou grupos inteiros separados em “bolhas”. Como as nações do Reino Unido tem autonomia em decisões neste sentido, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte terão seus próprios planos.

A expectativa é de que quase todas as crianças em idade escolar retornem às aulas em setembro, incluindo as que tem necessidades e deficiências educacionais especiais. Assim, o governo busca querer “reverter os enormes custos da falta da educação no país”.

A volta será obrigatória?

No Reino Unido, é dever dos pais manter os alunos na escola, sob pena de multa, ou até prisão, por três meses. Devido à situação extraordinária, a volta às aulas tem sido opcional, dando o direito temporário aos pais que não querem que seus filhos voltem para a escola. A participação voltará a ser obrigatória no início do outono, no Reino Unido.

A partir daí, os diretores serão instruídos a acompanhar a ausência dos alunos e aplicar sanções, como multas em casos em que as crianças não apresentem bons motivos para ficar longe das escolas.

Se aparecer casos de covid-19 nas escolas

Em caso de suspeita de surtos de coronavírus nas escolas (dois ou mais casos confirmados em 14 dias, ou aumento geral na ausência de alunos por suspeitas de covid-19), os professores deverão trabalhar em conjunto com as equipes de saúde locais.

Uma unidade de teste móvel fará testes, primeiro nas crianças afetadas ou nos professores, seguido pela classe e, se necessário, na escola inteira. Um grande número de alunos poderá receber solicitações de auto-isolamento, mas as escolas seguirão abertas, exceto em casos excepcionais, aconselhados pelas autoridades de saúde.

O novo dia escolar

“A partir de setembro, estamos pedindo às escolas que retornem a um currículo amplo e equilibrado”, disse o secretário de Educação, Gavin Williamson, ao Comuns. As escolas serão aconselhadas a minimizar os contatos de cada aluno durante o dia, buscando manter aulas em “bolhas protetoras” separadas, ao invés do distanciamento social individual. As bolhas manteriam um grupo de alunos sempre próximos, para manter algum contato com outros colegas, mas sem ter contato próximo com toda a classe.

Os diretores terão que considerar como maximizar as distâncias entre os alunos da escola “até onde for razoavelmente possível”.

As escolas deverão:

  • Ter políticas estritas de lavagem das mãos
  • Promover a abordagem ‘pegue-a, escaneie-a, mate-a’ quando se trata de tossir e espirrar
  • Intensificar as medidas de limpeza
  • Estarem prontas para entrar em contato com o teste e rastreamento do NHS

Assim, o governo diz que espera que as cozinhas das escolas sejam abertas a partir de setembro. E que os exames sejam realizados no verão de 2021.

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