Reino Unido pode barrar a Huawei na corrida do 5G no país

A Huawei pode ficar de fora da corrida do 5G no Reino Unido. De acordo com informações publicadas em veículos de mídia europeus, o Reino Unido pode começar a proibir o uso de tecnologias da companhia chinesa em breve. Uma proposta busca interromper o uso de equipamentos da Huawei, que está no país há mais de 20 anos e tem contrato com quatro operadoras.

Tal decisão faria com que a Huawei não pudesse vender sua tecnologia 5G para as operadoras do Reino Unido. Informações da Reuters diz que a decisão segue os passos da FCC, órgão dos Estados Unidos que classificou a empresa chinesa como um perigo à segurança do país. Desde 2012, quando Barack Obama ainda era o presidente dos EUA, há acusações de que a empresa chinesa poderia estar espionando pessoas através de seus serviços.

Em 2019, com Donald Trump na presidência, o país rompeu relações com a empresa, o que levou o Google a não autorizar que smartphones da Huawei tenha o seu Android, e acesso à Play Store.

Novo capítulo dos conflitos China x Reino Unido

A proposta que praticamente baniria a Huawei do Reino Unido pode ser apresentada ainda nesta semana. O primeiro-ministro Boris Johnson não confirmou nada a este respeito, mas outro representante do governo deu um parecer sobre a participação da Huawei na construção do 5G no país.

Segundo o secretário da saúde, Matt Hancock, a empresa chinesa precisa cumprir uma série de demandas para ter seus equipamentos utilizados na construção da rede 5G britânica. “Precisamos garantir uma infraestrutura de telecomunicações forte, mas que também é segura.

Em janeiro, o governo britânico permitiu que a Huawei participasse de maneira limitada na construção da rede 5G do Reino Unido. Após as proibições que ocorreram nos Estados Unidos, porém, os políticos ingleses estão sob pressão para também banir a fabricante.

Além de ser uma das empresas mais influentes no segmento de infraestrutura de rede, a Huawei também está entre as três maiores fabricantes de celulares do mundo atualmente. A empresa está na mira dos Estados Unidos por causa de sua proximidade com o governo da China, o que preocupa autoridades estadunidenses.

E o Reino Unido também entrou em atrito com os chineses, após o convite de residência e cidadania britânica para cidadãos de Hong Kong.

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