Como lidar com seus vizinhos que estão ignorando as medidas de distanciamento social?

Seus vizinhos não respeitam o bloqueio, no Reino Unido? Apesar de o primeiro ministro Boris Johnson aconselhar que os vizinhos conversem uns com os outros sobre não quebrar regras antes de envolver a polícia, o que de fato pode ser dito, em uma solicitação dessa natureza?

Para a BBC, o psicoterapeuta e mediador Dr. Mike Talbot recomenda tentar resolver essas questões de forma amigável, e pessoalmente, ao invés de agir de forma agressiva, colocando bilhetes hostis em caixas de correio, por exemplo. “As pessoas tendem a se esquivar dessas conversas e demorar muito, então ficam furiosas e então é tarde demais”, explica.

Já a especialista em resolução de conflitos Louisa Weinstein concorda que é importante controlar suas emoções. “Tente não absorver ressentimentos antigos – deixe-os do lado de fora”, diz ela. “Se você está com raiva, é muito importante parar para respirar e tentar ter alguma empatia pela outra pessoa. Assim, haverá menos perigo de as coisas piorarem e piorarem o relacionamento com seu vizinho.”

Ela diz que é melhor tentar entender por que eles podem estar quebrando as regras. Para alguns, a orientação não é clara, diz ela, mas pode haver outros motivos a serem considerados. “[Algumas pessoas] não veem isso como um risco, outras veem o risco para sua saúde mental como mais importante, outras acham que podem não estar com suas famílias por muito mais anos se tiverem parentes idosos e quiserem aproveite ao máximo as coisas enquanto podem.

“É muito importante que, mesmo que você discorde da outra pessoa, pense apenas sobre de onde ela pode estar vindo.” É uma boa ideia combinar um momento conveniente para bater um papo, o que provavelmente significa ser esta hora depois que a reunião terminar, acrescenta o Dr. Talbot.

Ele recomenda usar um tom coloquial, talvez perguntando às pessoas se elas estavam cientes das regras e ouvindo primeiro sua perspectiva. “Você pode entrar na conversa e começar a repreender as pessoas e a ser mandão, mas é provável que receba uma resposta curta e isso tende a se tornar um conflito de alta temperatura”, diz ele.

É importante lembrar o básico, diz o Dr. Talbot, como não levantar a voz ou chegar muito perto e evitar o uso de palavras como “deveria” ou “deveria”, pois isso pode criar a dinâmica de um pai repreendendo um filho. Também é melhor enfrentar a situação sozinho, se possível, para evitar parecer ameaçador, diz.

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