Reino Unido vive onda de infecções: nos dois últimos dias houve recordes de casos da Covid-19

O Reino Unido passa por uma onda de infecções pelo novo coronavírus: o país registrou dois dias consecutivos de recordes de notificações de novos casos da Covid-19 em 24 horas desde o começo da pandemia. Nesta sexta-feira (25) foram 6.874 contaminações e, na quinta-feira, 6.634, de acordo com dados do governo.

Antes dessa retomada de contágios, o pior mês havia sido abril. Naquele mês, houve cinco dias em que o número de novas notificações superou os 5.000. As internações hospitalares na Inglaterra estão no patamar mais alto em três meses.

Na terça-feira (22), o governo aumentou o nível de alerta de risco da pandemia de três para quatro, numa escala que vai até cinco. No mesmo dia, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou novas restrições, que incluem o fechamento de todos os pubs, bares e restaurantes da Inglaterra às 22h.

Nas últimas duas semanas, seis dos maiores países da Europa, entre eles o Reino Unido, viram o número diário de novos casos duplicar. São eles: Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e França.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem demonstrado preocupação nos últimos dias com uma segunda onda da pandemia no continente europeu.

No Brasil, foram registrados 31.129 novos casos em 24h nesta sexta-feira, de acordo com o consórcio de veículos. Ao todo, o país já registrou 4.660.368 casos confirmados desde o início da pandemia.

No mundo, já são mais de 32.273 milhões de casos em 235 países e mais de 983 mil mortes por coronavírus, segundo o painel da Universidade Johns Hopkins.

As novas restrições no Reino Unido entraram em vigor na quinta-feira (24). Além do fechamento mais cedo de bares e restaurantes, casamentos e funerais só poderão ocorrer com, no máximo, 15 e 30 pessoas, respectivamente.

Após ter chamado recentemente os trabalhadores a retornar aos escritórios para impulsionar os centros urbanos, o governo britânico teve que mudar de rumo e pediu aos trabalhadores que voltassem a trabalhar de casa.

O país aumentou as restrições locais nas últimas semanas e Johnson espera utilizar apenas como último recurso um novo confinamento nacional, que teria consequências devastadoras para uma economia já fortemente atingida.

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