10 mandamentos para vender mais pela internet

Nunca se falou tanto em vender pela internet. A popularidade não vem sem motivo: impulsionado pelo período de isolamento, o faturamento do e-commerce cresceu 56,8% entre janeiro e agosto, chegando aos R$ 41,92 bilhões, segundo dados da ABComm. As redes sociais também ganharam maior movimento no período e, no fim das contas, são um importante canal para quem vende digitalmente.

Apesar de todo o potencial, os canais digitais não trazem resultados sozinhos. É preciso ter uma operação eficiente e gerar uma experiência positiva e completa para os clientes. Para entender os pontos mais importantes dessa jornada, PEGN conversou com Vanessa Helena de Oliveira, consultora do Sebrae-SP. Ela listou 10 dicas para ter sucesso vendendo pela internet.

1. Tenha proposta e público bem definidos
A internet permite atingir consumidores em maior escala – mas é preciso ter foco para aproveitar as oportunidades. “Não tente vender tudo para todos. Saiba para quem você pode gerar valor”, recomenda a consultora. A dica também vale para a definição do mix de produtos. Um portfólio menor tende a ser mais estratégico do que um muito amplo e generalista.

2. Faça um bom planejamento
Definida a proposta e o público, é o momento de planejar todos os aspectos envolvidos na operação, como a precificação, os meios de pagamento e os procedimentos de entrega. Vale observar quais são as práticas mais adotadas no mercado – e na concorrência – para avaliar as possibilidades e entender quais podem ser os seus diferenciais.

3. Defina os canais de venda
Muitos empreendedores usam plataformas como WhatsApp ou Instagram para vender pela internet. Esta pode ser uma boa forma de começar, em especial para quem não tem muita experiência. Mas ter um e-commerce próprio também tem suas vantagens. “É o seu canal, um terreno próprio para a sua marca”, diz a consultora. Os marketplaces são outra possibilidade – e podem compor as vendas até mesmo de quem tem o próprio site.

4. Capriche nas imagens e descrições
Utilize fotos em boa resolução e que mostrem vários ângulos dos produtos. Elas têm o papel de atrair a atenção do consumidor e de ajudá-lo a avaliar se o produto é o que ele espera. As descrições devem ser claras e completas e transmitir a proposta de valor do item. “Não se trata só de descrever, mas de usar argumentos humanizados e que aproximem a marca do cliente”, diz Oliveira. Oferecer informações claras também ajuda a diminuir a ocorrência de devoluções e trocas.

5. Valorize a usabilidade
O conteúdo é só um dos pilares de um e-commerce. A página deve ter um design que facilite a navegação e experiência do usuário. “O consumidor está acostumado ao estilo das páginas, então o ideal é não sair muito do padrão”, ressalta Oliveira. O site também deve ter um carregamento rápido e favorecer a jornada de compra. Quanto mais etapas e ações forem necessárias, maior será a chance de o cliente desistir no caminho – o clássico “abandono de carrinho”.

6. Invista em divulgação
As redes sociais são uma boa fonte de tráfego e ajudam a se aproximar do público. E não é preciso estar em todas elas: entenda quais são as mais estratégias para o perfil que você atende. As campanhas patrocinadas são úteis e permitem escolher os perfis de usuário que você deseja atingir. Além das redes sociais, o próprio Google oferece opções como essa. As estratégias de SEO (Search Engine Optimization) também são essenciais para aumentar o tráfego online.

7. Acompanhe os resultados
Tanto as redes sociais quanto as plataformas de e-commerce oferecem dados importantes para avaliar o desempenho do negócio. Acompanhe os resultados continuamente para identificar problemas e oportunidades de melhorar. Se a sua loja virtual recebe muitos visitantes, mas registra poucas vendas, é importante entender qual é o motivo. “Também é possível tentar resgatar o usuário que abandonou o carrinho com um e-mail marketing, por exemplo.”

8. Tenha uma operação eficiente
Defina processos que garantam harmonia e eficiência no dia a dia. A capacidade de entregar produtos em um prazo menor, por exemplo, pode ser um grande atrativo. Por outro lado, não cumprir com a estimativa causará uma má impressão para o cliente. O atendimento é outro ponto importante. “Algumas empresas têm uma comunicação mais brincalhona, por exemplo. O funcionário deve estar preparado e ter a visão da empresa.”

9. Ofereça um atendimento de excelência
Consumidores digitais tendem a ser exigentes: eles têm acesso a mais opções e comparações de preços, por exemplo. Para cativá-los, é importante oferecer uma boa experiência em toda a jornada de compra. Muitas empresas incluem brindes ou bilhetes no pacote para gerar proximidade e estimular a fidelização. Se um cliente tem um problema, ele não deve encontrar dificuldades para resolvê-lo. “Se ele precisa recorrer a vários canais, esse não é um atendimento de excelência”, diz Oliveira.

10. Aprenda com o pós-venda
Avaliar a experiência dos clientes tem várias vantagens. A prática permite identificar falhas que podem ser corrigidas nas próximas vendas, além de mostrar para o consumidor que você se preocupa com ele. O pós-venda também abre espaço para vendas futuras – mas é preciso esperar o momento certo para fazer essa abordagem. “Não indico tentar gerar uma nova compra no primeiro momento. A prioridade é saber se ele está satisfeito.”

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