Empreendedor que vendia geladinho funda rede que fatura R$ 120 milhões

Aos 40 anos, Adriano de Oliveira é o empreendedor à frente da É Seguro Corretoras, rede de franquias que surgiu em 2013 para oferecer diversos tipos de serviço, desde seguros de veículos e planos de saúde até previdência privada. “Nós fazemos toda a parte comercial entre as instituições e os clientes em mais de 380 serviços”, diz o empresário. Em 2019, a rede faturou R$ 120 milhões e fechou o ano com mais de 220 unidades franqueadas.

Mas a trajetória de Adriano vem de muito antes. Nascido em Umuarama, no Paraná, ele começou a vender geladinhos com o irmão quando tinha apenas oito anos. O objetivo deles era comprar uma jarra de suco de vidro para dar de presente para a mãe. Depois de conseguirem comprar o objeto, os meninos decidiram continuar vendendo – no fim de semana – para ajudar financeiramente em casa. Quando tinha 12 anos, ele foi chamado para trabalhar como office boy em uma distribuidora de medicamentos, onde ficou até os 16.

Um grande marco na vida de Adriano, ele diz, foi aos 13 anos, quando conseguiu comprar uma bicicleta. “Naquele momento, eu já entendi que poderia conquistar o que eu quisesse com o meu trabalho”, afirma. Também é importante ressaltar que, durante todo o tempo, Adriano nunca deixou de reservar uma parte de seu tempo para os estudos. “Eu pegava a minha bicicleta e ia trabalhar e para a escola”, diz o empresário, que sabia que a educação sempre seria importante para o seu trabalho.

Com 17 anos, Adriano decidiu abrir sua primeira empresa: uma distribuidora de cosméticos. No entanto, ele passava por dificuldades financeiras e estava satisfeito com a empreitada. Decidiu vender o negócio aos 20 anos e foi trabalhar como vendedor de material de acabamento de uma empresa de construção civil.

Mas Adriano nunca desistiu do empreendedorismo. Em 2004, ele e o irmão fundaram a CredFácil, empresa de empréstimos e financiamentos — momento em que ele diz ter começado a crescer financeiramente. Dois anos depois, decidiu abrir outro negócio: a Autofácil, uma loja de revenda de veículos.

“Eu saí de uma pessoa que comprou o primeiro carro em 2002 para ter 32 carros e oito motos para vender uma loja”, afirma. “Ali eu vi que meus medos não podiam dominar a minha vontade.” Em 2008, os irmãos abriram a primeira franquia da CrédFácil. “Foi um grande desafio fazer as pessoas realizarem o próprio sonho por meio do meu sonho.”

Ficou até 2013 trabalhando com o irmão, até que vendeu sua parte no negócio e abriu a É Seguro Corretora. “Na CredFácil, eu via que era um processo limitado de produtos para vender e segmentos para trabalhar. Eu queria mais desafios”, diz o empresário. Desde o começo do negócio, Adriano sabia que queria focar no formato de franquias porque já conhecia o mercado e sabia que havia espaço para um serviço como o dele.

Mesmo durante a pandemia do coronavírus, a empresa continuou crescendo. Segundo Adriano, isso foi possível porque houve um maior interesse das pessoas pelo serviço que eles ofereciam, como seguros residenciais e de eletrônicos, assim como seguro de vida e funerário. A meta é fechar o ano com R$ 200 milhões de faturamento e 350 unidades.

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