Covid-19: Reino Unido deve endurecer restrições, diz premiê Boris Johnson

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou neste domingo (3) que o país deve endurecer as restrições impostas. O motivo é o aumento contínuo de casos de Covid-19. Apesar disso, ele destacou que as escolas são locais seguros e as crianças devem continuar a frequentá-las onde houver permissão.

Os casos do novo coronavírus no território britânico estão em níveis recordes e continuam aumentando, alimentados por uma nova e mais transmissível variante do vírus. Esse cenário forçou o governo a cancelar a reabertura planejada de escolas em Londres e nos arredores, com pedidos de sindicatos de professores para um fechamento mais amplo.

Grande parte do país já vive sob o nível de restrição mais severo de um sistema de quatro níveis de regulamentações regionais, projetado para impedir a propagação do vírus e proteger a estrutura nacional de saúde.

Questionado durante uma entrevista à rede britânica BBC sobre as preocupações de que o sistema de saúde do Reino Unido possa não ser suficiente para trazer o vírus de volta ao controle, Boris Johnson afirmou que as restrições “infelizmente podem estar prestes a ficar mais rígidas”.

“Obviamente, há uma série de medidas mais duras que teríamos de considerar. Não vou especular agora sobre quais seriam”, disse ele.

Vacinação

O Reino Unido registrou 57.725 novos casos da doença nesse sábado (2). Até o momento, mais de 74 mil pessoas morreram de Covid-19 no país.

O processo de aplicação das vacinas será acelerado nesta segunda-feira (4), com as primeiras 530 mil doses do imunizante da farmacêutica AstraZeneca desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford, recentemente aprovadas, prontas para serem administradas, informou Johnson.

Ele acrescentou que espera que “dezenas de milhões” de britânicos sejam vacinados nos próximos três meses.

Retorno das férias de Natal

Com relação às preocupações com educação e os milhões de alunos que devem retornar das férias de Natal nesta segunda, o premiê disse que as escolas são seguras e aconselhou os pais a mandarem os filhos para lá, em áreas onde há permissão.

“Não tenho dúvidas de que as escolas são seguras e que a educação é uma prioridade”, afirmou ele.

A questão das escolas dividiu a opinião pública, com sindicatos e algumas autoridades locais alertando contra a reabertura e ameaçando agir contra a orientação do governo, e outros dizendo que o fechamento também tem um grande impacto negativo sobre os alunos.

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