Como será 2021? Confira algumas previsões que foram feitas em 1921

Hoje, depois de um ano cercado por incertezas, poucas pessoas arriscam adivinhar como será 2021. No entanto, há exatos cem anos, alguns escritores se aventuraram a fazer previsões em jornais para este ano. O editor-chefe do site Entrepreneur, Jason Feifer, fez uma pesquisa em periódicos da época e encontrou algumas apostas bem interessantes.

Em 1921, o mundo ainda lidava com os efeitos da Primeira Guerra Mundial e da Gripe Espanhola, além de passar por uma revolução tecnológica, com a chegada da eletricidade, aviação comercial e rádio, entre muitas outras coisas. Diante disso, se perguntavam como isso mudaria a forma de vida dali a cem anos. Confira algumas respostas encontradas por Feifer:

1. Seremos mestres da temperatura
Charles Steinmetz, um engenheiro elétrico conhecido como “O Mágico de Schenectady” escreveu um artigo que foi amplamente distribuído na época. No texto, ele previu que, em 2021, a temperatura doméstica poderia ser controlada de acordo com a necessidade do morador. As casas teriam um aparelho elétrico que resfriaria e aqueceria o ar, além de manter a umidade sob controle. Lembra alguma coisa?

2. O entretenimento vai acontecer em casa
Steinmetz também escreveu que não haveria mais necessidade de ir a uma sala mal ventilada e abarrotada de pessoas para assistir a um concerto musical. Ele previa que bastaria apenas inserir um plugue em um receptador para levar o show para dentro de casa.

Em um trecho ele praticamente descreveu os serviços de streaming: “A música será fornecida por uma estação central e distribuída aos assinantes por fio, da mesma forma que temos nosso serviço telefônico hoje. Talvez seja sem fio, sendo a casa equipada com um aparelho receptor de rádio. Com este arranjo aprimorado, poderemos ouvir as estrelas da grande ópera cantando nas capitais europeias enquanto nos sentamos em nossas bibliotecas em casa.”

3. A eletricidade impulsionará a locomoção
Steinmetz também já falava sobre o transporte elétrico, algo que o mundo ainda não alcançou por completo, mas que já existe.

“Com as melhorias elétricas que virão, haverá uma mudança em nosso sistema de transporte. Haverá mais automóveis elétricos e serão desenvolvidas bicicletas e triciclos elétricos. Devido à sua simplicidade e baixo preço, estarão disponíveis para quase todos.”

4. Os livros serão lidos para nós
Em agosto de 1921, o jornal Miami News publicou uma coluna de Moses Folsom chamada “Daqui a cem anos”. Entre suas previsões, ele mencionou o que hoje conhecemos como um audiobook.

“Em 2021, o princípio fonográfico poderá ter se tornado praticamente infalível e os melhores livros serão reproduzidos em placas para uso em muitos estilos diferentes de máquinas falantes.” Para ele, isso ajudaria o autor a dar a entonação correta às falas dos personagens, por exemplo.

5. Um mundo melhor e mais rápido
No mesmo texto, Folsom fala sobre meios de locomoção, como calçadas móveis, elevadores e “tubos” pelos quis as pessoas viajariam de uma cidade para outra em alta velocidade. A fotografia em cores e a melhoria na imagem dos filmes também foram citados por ele. Isso porque ele ainda nem havia assistido ao primeiro filme falado da história, lançado em 1927.

Folson ainda arriscou palpites sobre a relação entre seres humanos e a natureza. “As marés poderão ser usadas para gerar energia, assim como os raios do sol para obter calor e energia.”

6. Os oceanos não serão mais obstáculos
Em Fall River, Massachusetts, o jornal local convidou crianças a escreverem suas previsões.  Thomas Gooley, de 14 anos, imaginou uma pessoa de 1921 acordando em 2021 assustada ao encontrar aviões enormes à frente e nenhuma porta em prédios – porque agora estariam todos no telhado.

Ao tentar fugir para a Europa, a pessoa se depararia com um problema, pois os principais meios para cruzar o Oceano Atlântico não seriam mais os barcos, mas um túnel submerso. Ainda não chegamos lá, Thomas.

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